Cotada para substituir Mandetta defende isolamento social e que Brasil já discuta ‘saída responsável’

Para a pesquisadora Ludhmila Hajjar, é preciso um alinhamento entre medicina e autoridades públicas: ' Falando a mesma língua'

EPA

Defensora do isolamento social  como “uma estratégia de contenção importante” para  segurar a curva da Covid-19 no Brasil, a cardiologista e pesquisadora Ludhmila Hajjar, diretora de Ciência e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, diz que o país já está preparado para começar a rever a estratégia de restringir a circulação de pessoas. Uma das cotadas para substituir o ministro Luiz Henrique Mandetta no comando da Saúde, Hajjar defende o que chama de “uma saída pelo meio, que não seja extremista” para a flexibilização das normas restritivas.

Contrário ao isolamento social, o presidente Jair Bolsonaro vem estudando medidas para determinar a retomada das atividades em parte do país. Mais recentemente, o governo passou a avaliar a possibilidade de flexibilizar normas restritivas em cidades com baixo índice de casos da Covid-19.

O próprio ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vinha defendendo a adoção de medidas de contenção diferentes a partir das realidades locais. No último dia 6, anunciou a elaboração de um plano para o relaxamento de medidas de isolamento social em estados e cidades onde o sistema de saúde instalado não estivesse sobrecarregado devido à pandemia do novo coronavírus.

Segundo Hajjar, o ponto central nessa discussão são os testes em massa. Para ela, os exames podem ser eficientes para identificar aqueles que já estão imunizados. Dessa forma, seria possível começar a liberar parte da população para a retomada das atividades.