Coronavírus: o que pode acontecer a Bolsonaro após ultimato da Câmara sobre resultados de exames

O longo imbróglio em torno dos resultados dos exames de coronavírus do presidente Jair Bolsonaro ganhou um novo capítulo.

CAROLINA ANTUNES/AGÊNCIA BRASIL

Bolsonaro já recusou diversas solicitações para divulgar esses dados, e rebateu afirmando que as pessoas precisam confiar em sua palavra de que não foi infectado.

“Já pensou que prato feito para a imprensa se eu tivesse infectado? Não estou. É a minha palavra. A minha palavra vale mais do que um pedaço de papel”, afirmou a jornalistas no dia 26 de março.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, adotou linha semelhante. “Acho que tem de confiar na palavra do presidente. Seria o pior dos mundos o presidente chegar e declarar que testou e deu negativo e depois aparecer que deu positivo”.

Caso o governo Bolsonaro deixe de responder ao requerimento da Mesa Diretora da Câmara “sem justificação adequada” ou repasse informações falsas, o Artigo 50 da Constituição afirma que a autoridade incorreria em crime de responsabilidade. Isso, em última análise, poderia levar à abertura de processo de impeachment na Casa.

Mas o governo teria argumentos jurídicos plausíveis que evitem a divulgação dessas respostas? E quais seriam as implicações para o presidente se eventualmente vier a público que ele contraiu o vírus?