Prefeito e Secretário de Desenvolvimento Regional falam sobre reabertura gradual do comércio

Em evento do LIDE por videoconferência, Duarte Nogueira e Marco Vinholi apresentaram dados de Ribeirão Preto, Campinas e São José do Rio Preto

Fernando Gonzaga

Nesta terça-feira (5), durante uma edição do Live LIDE, promovido pelo LIDE Interior SP por vídeo conferência, o prefeito Duarte Nogueira reforçou que Ribeirão Preto apresenta um dos menores índices de letalidade em todo o Brasil, sendo 1,2 morte para cada 100 mil habitantes – uma taxa de 2,33%. O convidado do evento foi o secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, que realizou uma apresentação sobre estudos do comitê de contingenciamento da COVID-19 e os direcionamentos para reabertura parcial do estado a partir de 11 de maio.

“Temos 300 casos confirmados em Ribeirão Preto e oito óbitos. Além disso, 79% dos nossos leitos de UTI estão desocupados e 82,4% dos leitos de enfermaria. Esses números foram possíveis devido às medidas de contingenciamento que tomamos desde o início da pandemia do novo coronavírus”, disse o chefe do Executivo.

O prefeito ressaltou o crescimento controlado dos casos na cidade, que registrou 100 confirmações em 6 de abril. O número foi duplicado depois de 14 dias e, após o mesmo intervalo, Ribeirão registrou 300 casos. “O que ponderamos ontem com o secretário Vinholi e prefeitos do interior de São Paulo é que o governador, no próximo dia 8, deverá anunciar se vai diferenciar as condições de adequação e de flexibilização para as regiões do estado”, disse.

Na noite de segunda-feira (4), o prefeito se reuniu por videoconferência com o governador João Doria, o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e prefeitos das maiores cidades do interior. Durante o evento, foram abordados temas como a deliberação do Senado na perda de recursos, a possível flexibilização nas regras do decreto estadual de maio e leitos que podem ser utilizados nos hospitais do interior do estado.

As novas medidas adotadas pelo governo do estado serão divulgadas no dia 8 de maio.

Estudou ouviu 324 municípios
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Regional, um estudo realizado entre 324 municípios paulistas mostrou que 60% afirmam estar em isolamento social parcial e apenas 39,18% em isolamento total. Entre as principais dificuldades relatadas estão as relacionadas ao aumento da quantidade de famílias em situação de vulnerabilidade social, acesso a recursos financeiros e infraestrutura dos serviços de saúde para atendimento à população. Em relação aos principais desafios que ainda serão enfrentados, as prefeituras relataram a retomada das atividades econômicas, equilíbrio fiscal, apoio às famílias em situação de risco social, retomada das aulas e mitigação de risco de contaminação.

“Nos últimos 15 dias, verificamos que os casos confirmados no interior do estado cresceram quatro vezes meses mais do que na Região Metropolitana de São Paulo. Notamos uma taxa de 47% de isolamento social no interior e 51% na região metropolitana. As regiões de maior risco são a capital, Campinas e a Baixada Santista, seguidas das cidades de Sorocaba, Vale do Paraíba e Bauru. Na sequência, temos Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba, Araraquara e Piracicaba”, disse.

Enquanto Campinas apresentou um aumento de 282% dos casos e apenas 50% de isolamento social, Ribeirão Preto teve um crescimento de 87% e 47% de adesão ao isolamento, segundo a pesquisa apresentada. Já Rio Preto teve aumento de 91% nos números confirmados e isolamento de 42%.

Vinholi afirmou, ainda, que o estado de São Paulo representava, em 22 de março, 68% dos casos do país e, hoje, cerca de 31%. Na mesma data, o estado contava com cerca de 80% dos óbitos, número que caiu para 35%, aproximadamente.

“Paralelo a isso, a decisão da flexibilização ou endurecimento do isolamento social acontecerá através da ciência e de estudos como esses. A Nova Zelândia teve retorno 18 dias após o início do declínio da curva de contaminação. Levando esse exemplo em consideração, o estado de São Paulo é como um país com regiões com riscos diferentes e, por isso, o tratamento heterogêneo se mostra importante”, ressaltou.