Brasil registra 3º recorde seguido de novos casos e ultrapassa França em mortes

O Brasil registrou, em 24 horas, 33.274 casos de covid-19, segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado neste sábado (30/5).

GETTY IMAGES

Trata-se do terceiro recorde seguido de novas infecções. O país havia registrado 26.417 na quinta-feira e 26.928 na sexta-feira. O índice atual é 23,5% maior do que o recorde anterior.

Com isso, o total de casos no país chegou a 498.440. São considerados casos recuperados ao menos 200.892.

O total de óbitos atingiu 28.834, com 956 novas mortes confirmadas neste sábado. Assim, o Brasil ultrapassou a França e tornou-se o quarto do mundo em mortes, atrás de Itália, Reino Unido e Estados Unidos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

O Brasil é atualmente o segundo país do mundo em número de casos, atrás apenas dos Estados Unidos. A taxa de letalidade da doença (ou seja, a relação entre mortes por casos confirmados) é de 5,8%.

Todos os Estados já têm óbitos confirmados. Lideram em números de casos e óbitos São Paulo (107.142 casos e 7.532 mortos), Rio de Janeiro (52.420 casos e 5.277 mortos) e Ceará (46.506 casos e 2.956 mortos).

Desde 21 de março, o Ministério da Saúde considera que há casos de transmissão comunitária do vírus em todo o país.

A transmissão comunitária ocorre quando há casos em que não é mais possível identificar a cadeia de infecção. Isso significa que o vírus está circulando livremente na população. A situação é diferente de quando há apenas casos importados ou de transmissão local, em que é possível identificar a origem da infecção.

Estados e medidas

Em todo o país, os Estados adotaram medidas para atender as recomendações do Ministério da Saúde. Passaram a ser proibidos eventos, de qualquer forma, para evitar aglomerações.

Diversas universidades e escolas pelo país suspenderam suas atividades nas redes públicas e particulares. Elas devem ser retomadas a partir do momento em que a situação da pandemia melhorar.

Também foram suspensas as visitas a pacientes internados por causa do novo coronavírus em hospitais públicos e privados e a detentos de unidades prisionais, assim como o transporte de presos para a realização de audiências.

Pandemia

Agente de saúde com máscaraDireito de imagemAGÊNCIA BRASIL
Image captionEstados do país adotaram medidas para tentar conter a proliferação do vírus

Em 11 de março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou uma pandemia de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

A OMS estima que 3,4% dos pacientes morrem por causa da Covid-19, a doença causada por este vírus. Mas especialistas estimam que essa taxa de letalidade gire em torno de 2% ou menos.

O Ministério da Saúde informou que estudos apontam que 90% dos casos do novo coronavírus apresentam sintomas leves e podem ser tratados nos postos de saúde ou em casa.

Mas, entre aqueles que são hospitalizados, o tempo de internação gira em torno de três semanas, o que gera um impacto sobre os sistemas de saúde, de acordo com a pasta, já que os leitos de unidades de tratamento intensivo (UTI) ficam ocupados por um longo tempo. Por isso, o governo vai buscar ampliar o número de leitos de UTI disponíveis.