Supera Parque de Ribeirão Preto recebe robô para ajudar nos exames de Covid-19

Um dos dois robôs, chegou na cidade no sábado (11) e agilizará o processamento de exames e reduzirá a espera pelos resultados dos exames de PCR para detecção de coronavírus

Divulgação

O Supera Parque recebeu neste sábado, dia 11 de julho, da Fiocruz, um dos robôs que irá ajudar Ribeirão Preto agilizar o processo de execução de exames PCR para detecção do coronavírus – Covid-19, além de aumentar a capacidade e diminuir o tempo de espera dos pacientes, para aumentar a produção e agilizar os resultados do exame PCR para Covid-19. O outro equipamento, do Instituto Butantan tem previsão de entrega para esta semana.

Ribeirão Preto é a única cidade do país que está colhendo amostrar para exames da Covid-19 em todas as unidades de saúde, principalmente no Polo Covid-19 (UPA), com qualquer sintoma de síndrome gripal, e que isso afetou o fluxo de resultados e a chegada dos robôs irá ajudar a diminuir o tempo de espera para a entrega dos resultados, além de tornar Ribeirão Preto uma das cidades que mais realiza teste na população.

“Os robôs irão permitir a execução de até 800 exames por dia. Com isso poderemos zerar a fila de espera e aumentar ainda mais a nossa capacidade de testagem e de controle da doença, além de aperfeiçoar as estratégias de combate ao vírus”, afirmou o prefeito Duarte Nogueira.

Sobre os robôs

Desenvolvido com alta tecnologia, os robôs irão fazer a extração e separação do RNA do vírus da secreção nasal coletada do paciente, automatizando o processo para cerca de duas horas, mas que hoje leva, em média, cerca de quatro horas.

Feita a separação do RNA do vírus, a próxima etapa consiste em introduzir o RNA separado em outra máquina, mistura-se então, uma substância reagente. Se a presença do vírus for positiva, a substância, em contato com o RNA emite fluorescência microscópica. No caso de não haver presença do vírus da COVID-19, a fluorescência microscópica não é emitida.

Cada placa tem capacidade de realizar cerca de 120 exames de uma vez. Atualmente, com a atual estrutura, com a coleta da secreção nasal de pacientes, a extração do RNA do vírus está sendo feita em três turnos.