UPA Norte será inaugurada em agosto

Unidade atenderá região formada pelos bairros Quintino Facci, Simioni e adjacências, com uma população estimada em 200 mil pessoas

Alexandre de Azevedo/PMRP
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A Prefeitura de Ribeirão Preto está trabalhando para inaugurar a Unidade de Pronto Atendimento – UPA Norte, localizada no bairro Simioni, neste mês de agosto. A unidade atenderá a região formada pelos bairros Quintino Facci, Simioni e adjacências, com uma população estimada em 200 mil pessoas.

“A UPA Norte contará com consultórios e todos os equipamentos necessários para o atendimento da população, laboratório de análises clínicas e ultrassom de emergência, inovação adotada em unidades de emergência de países da Europa e América do Norte, onde o próprio médico emergencialista faz o ultrassom do paciente, diminuindo o tempo de diagnósticos, que passam a ser mais rápidos e mais aprimorados”, explicou o prefeito Duarte Nogueira.

A inauguração da UPA Norte vai ampliar a estrutura pública de saúde do município num momento em que a cidade une forças para o enfrentamento da COVID-19. Os indicadores já demonstram avanços no combate à doença em Ribeirão Preto e reforçam a necessidade de conscientização da população quanto às medidas de higiene e distanciamento social.

“Graças a Deus, os números no nosso município estão melhorando, o que nos traz ainda mais responsabilidade para manter os cuidados contra o novo coronavírus. A taxa de ocupação de leitos de UTI está, agora, na faixa dos 77%, e para avançarmos de fase no Plano São Paulo, deve diminuir ainda mais. A quantidade de óbitos registrada no mês de julho foi menor que no mês de junho, assim como o número de novos casos confirmados. Contamos com a colaboração de toda a população para continuar avançando”, disse o chefe do Executivo.

O boletim epidemiológico desta sexta-feira (30) aponta o total de 13.567 casos positivos de COVID-19 e 372 óbitos na cidade, sendo 146 novos casos confirmados e nove óbitos desde a última atualização.

Acompanhado do secretário da Saúde, Sandro Scarpelini, o prefeito ainda comentou sobre a necessidade de embasamento científico para a definição dos medicamentos que podem ser utilizados no tratamento da doença.

“Quem deve decidir quanto ao uso ou não dos medicamentos que compõem o protocolo clínico, ou seja, que orienta o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina, combinada com azitromicina, ivermectina ou qualquer outro, é a norma técnica nº 09/2020 do Ministério da Saúde, não qualquer autoridade que não seja um profissional médico”, disse Nogueira.

“A definição de um medicamento acontece mediante evidências científicas e, infelizmente, não há evidências nesse momento. Outro fator que merece nossa atenção é o risco da automedicação, que pode causar efeitos colaterais”, acrescentou Scarpelini.