Cultura pode deixar a cidade humana, apontam estudos do IPCCIC

Michelangelo Giampaoli, PhD do departamento de antropologia da Universidade de Illinois, em Chicago (EUA), discute o tema junto com a historiadora Lilian Rosa

Lilian Rosa, presidente do IPCCIC (Foto: Weber Sian / ACidade ON)
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Nesta quinta-feira (12/11), às 19 horas, o Instituto Paulista de Cidades Criativas e Identidades Culturais (IPCCIC) promove mais uma atividade on-line. O tema do encontro será “Acesso à Cultura rumo à Cidade Humana” com a participação de Michelangelo Giampaoli, PhD no departamento de antropologia da Universidade de Illinois, em Chicago (EUA), e Lilian Rosa, presidente do IPCCIC. A discussão será transmitida pelo Instagram do Instituto (@IPCCIC).

Michelangelo Giampaoli

Um dos assuntos centrais da discussão será sobre o papel da cultura no paradigma de transformar as cidades em locais que ofertam qualidade de vida em diversas áreas. “Falar sobre acesso a cultura durante esse momento, em que a pandemia colocou o setor da produção cultural em crise, é o momento fundamental para discutir o tema”, alerta Lilian Rosa, historiadora e pesquisadora do IPCCIC, que fará a mediação do debate.

Para ela, a atividade fará com que as pessoas reflitam sobre a importância da cultura na qualidade de vida das cidades, principalmente, como o acesso à cultura pode influenciar nos aspectos da desigualdade social. “Se nós pensarmos na cultura como modo de vida, é fundamental que ela esteja na base das estratégias de planejamento de políticas públicas de uma cidade que projeta ser humana”, afirma a presidente.

Para o convidado, Michelangelo Giampaoli, o tema tem uma importância especial para os brasileiros, onde muitas pessoas perderam o emprego ou tiveram o salário reduzido por conta da pandemia. “Dificilmente terá alguém com dinheiro que possa ser usado para a educação e cultura. Portanto, é importante pensar o que pode ou não ser acessado sem a necessidade de pagamento”, comenta o antropólogo, destacando que há a necessidade de valorizar o espaço público, para que todos se sintam acolhidos.

Michelangelo Giampaoli possui mestrado em Conservação do Patrimônio Cultural – Università degli Studi di Perugia (2004), mestrado em Ciências Antropológicas – Università degli Studi di Perugia (2006), doutorado internacional em Etnologia-Antropologia – Università degli Studi di Perugia e Université de Paris Ouest – Nanterre La Defense (2010) revalidado em 2014 como doutorado em Antropologia Social na Universidade Federal de São Carlos – UFSCar), pós-doutorado na área da saúde coletiva, pelo Dipartimento Uomo & Territorio da Università degli Studi di Perugia (2014) e pós-doutorado na área da antropologia urbana, realizado na UNESP/CNPq (2016). Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia Urbana, Antropologia Médica e da Saúde e no estudo das políticas e práticas de saúde coletiva. Também dedica-se ao estudo da relação entre o homem e a morte a partir da análise dos espaços funerários, publicando em português, italiano, inglês e francês. É membro do “Grupo de trabalho sobre antropologia urbana, desigualdades e saúde no Brasil”, do Departamento de Filosofia, Ciências Sociais, Humanas e da Formação (FISSUF) da Universitá degli Studi di Perugia (Itália).