BRASIL DO BEM: PROJETO DO INTERIOR DE SÃO PAULO É INDICADO PARA CONCORRER AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ

Plataforma de conhecimento e relacionamento Walking Together já conectou 70 municípios alcançando cerca de 7 mil empreendedores. Crédito Divulgação
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A plataforma de conhecimento e relacionamento Walking Together, que tem a participação de Cravinhos desde 2014, está entre os indicados para concorrer à edição 2021 do Prêmio Nobel da Paz, que acontece em Oslo, na Noruega e é um dos mais prestigiados do mundo.

O movimento, que começou em 2010 na cidade paulista de Catanduva, a princípio queria reunir um grupo de amigos e “amigos dos amigos” para criar uma rede de pessoas do bem para discutir sobre criatividade, inovação e trocar conhecimento.

De acordo com Fabio Fernandes, fundador da Walking Together, o projeto nasceu para conectar empreendedores e deu muito certo desde o início. Várias cidades passaram a integrar e replicar o modelo e muito rapidamente percebemos a força desta união. “Começamos então a pensar no potencial das soluções coletivas, como por exemplo, descobrir e desenvolver as vocações das cidades participantes, tornando-as mais atraentes e ampliando as oportunidades, tanto para reter os talentos locais, quanto para atrair investimentos e talentos de grandes centros”, explica Fernandes. “É preciso criar oportunidades nas cidades menores que, muitas vezes, vivem à sombra dos grandes centros. Ao iluminar estes novos núcleos, atraindo talentos e ofertando qualidade de oportunidades e de vida, estamos humildemente promovendo um movimento contributivo para pacificação das megacidades e para o combate ao possível caos urbano, previsto para 2030 no estudo apresentado ao exército americano alertando sobre os perigos da superpopulação”, afirma.

Em 2014, o projeto teve a primeira edição em Cravinhos, reunindo cerca de 400 empreendedores da região. “Cravinhos foi a primeira cidade fora de Catanduva a realizar o Walking Togehter. Na ocasião, tivemos mais de 400 pessoas presentes no evento, quebramos paradigmas, tivemos a presença da Luiza Helena Trajano como palestrante. O projeto é muito bom porque cria um ecossistema para fazer um Brasil melhor, com projetos eficientes, gerando networking e ideias para fazer novos empreendimentos”, afirma Luís Fernando Camara, “piloto” do Walking Together em Cravinhos.

De acordo com ele, a indicação ao Nobel é uma grande conquista, já que o projeto tem a missão de levar qualidade de vida para fora dos grandes centros. “O Walking Together tem uma missão que é levar qualidade para as cidades menores, onde não tem investimentos. Ajudar pessoas Em uma das edições em Cravinhos, tivemos um garçom que nos agradeceu informando que montou o seu próprio negócio aproveitando o que ouviu sobre empreendedorismo enquanto trabalhava no evento. É um projetor transformador”, comenta Camara.

A lógica do Walking Together é simples: diminuindo a superpopulação nos grandes centros, há menos violência, desemprego, fome e miséria. “Nosso papel é iluminar as pequenas cidades, tornando-as mais atraentes desenvolvendo suas vocações, gerando oportunidades, qualidade de vida e paz. As cidades do interior passarão a ser uma importante alternativa para o futuro do planeta e para a felicidade das pessoas”, completa Fernandes.

Até 2022 o projeto, que já tem sua própria rede social “presencial”, deve lançar em breve sua versão digital e uma plataforma de streaming para conhecimento compartilhado, e com estratégia de expansão espera estar em 400 cidades brasileiras conectando 40 mil “walkers”.

A INDICAÇÃO AO PRÊMIO NOBEL DA PAZ

Atualmente, mais de 70 municípios já se conectaram ao Walking Together, alcançando cerca de 7 mil empreendedores. Um grupo de professores conhecedores do projeto e de seu impacto fizeram o processo de indicação formal para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz deste ano.

As indicações ao Prêmio Nobel da Paz deste ano ocorreram até o final de janeiro. Entre fevereiro e março, o comitê norueguês realiza uma pré-seleção dos indicados que são escolhidos no final do ano. O resultado é divulgado tradicionalmente em dezembro.

 

Fábio Fernandes, fundador da Walking Together. Crédito Divulgação