40tena Cultural leva Paulo Freire para o centro da roda de debates

Projeto on-line e gratuito da Fundação do Livro e Leitura promove bate-papo entre o doutor em Física e antropólogo, Marcio D’Olne Campos, e a educomunicadora, Adriana Silva. Conversa está disponível pelo canal do YouTube e Instagram da instituição

Qual a importância das diversas leituras de mundo no ambiente da educação? Essa foi a questão central colocada em debate pelo projeto 40tena Cultural na noite de terça-feira (06/07). O evento, realizado pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto em ambiente 100% digital, recebeu Marcio D’Olne Campos para um bate-papo com os internautas em torno do tema “Paulo Freire – 100 anos: ler o mundo é essencial”, celebrando o centenário de nascimento do principal educador brasileiro e considerado um dos maiores pensadores da pedagogia mundial.

Mediado por Adriana Silva, curadora da Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto e vice-presidente da Fundação do Livro e Leitura, o doutor em Física e antropólogo, Marcio D’Olne Campos falou sobre como se deu a aproximação de um físico com a questão das variadas possibilidades de leituras e compreensões do mundo, e sobre como conheceu, trabalhou e se tornou um estudioso da obra de Paulo Freire.

“A principal influência de Paulo Freire na minha vida foi me fazer prestar atenção nas coisas, gostar de gente e expandir meu pensamento para outras rotas e veredas que não as da Física”, explicou Campos.

Essa percepção rendeu tanto, que ele ampliou a citação “Ler o mundo é essencial” (slogan da Fundação) para o plural, enfatizando que há mundos diversos. E não apenas um, fechado e hermético. “Mundo não pode ser singular. Tem que ser plural”, sublinhou.

O físico e antropólogo falou também sobre a prática de uma educação que proporcione, especialmente às crianças, o exercício de leituras de mundo que sejam mais amplas e abrangentes e considerem, como prioridade, a própria percepção de mundo que cada criança carrega em si.

“A capacidade de assimilação de um livro é melhor quando você já leu o mundo a vida inteira além do livro. Não é um livro que te remete à leitura do mundo. É a leitura do mundo que te permite assimilar, entender, compreender e analisar melhor o que você lê no texto”, disse Marcio, que trabalhou com Paulo Freire na Secretaria Municipal de Educação da cidade de São Paulo, durante a gestão da prefeita Luiza Erundina (1989-1992).

Adriana Silva

Questionado por Adriana Silva sobre sua perspectiva de reversão do tempo pandêmico em que vivemos de forma mais preparada para outros mundos, Marcio D’Olne Campos respondeu com seu neologismo abençoado por Paulo Freire: SULear. Antônimo de nortear.

“Obedecemos, importamos e publicamos livros didáticos e textos de internet de orientação escolar com regra prática que é do Norte. E assim se norteia nossa educação.”, destacou Marcio. “Nesse contexto, temos padrões criados por outras pessoas, que a gente replica achando que é óbvio. Mas é preciso pensar e repensar esse óbvio. E descobrir um outro jeito de ler o mundo”, finalizou.

Para conferir essa conversa na íntegra, pode acessar o YouTube ou Instagram da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto:

Link do vídeo no YouTube:   https://www.youtube.com/watch?v=QnbjfRlNVRg 

Link do vídeo no Instagram:  https://www.instagram.com/tv/CRAVv3yJVno/ 

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